Será que é só impressão nossa, ou parece que toda a gente está obcecada com a ideia de ser fundador hoje em dia? Vemos isso em todo o lado: o glamour do pitch, a procura de investimento, o título no LinkedIn. Mas, no meio de todo este barulho sobre a abertura de empresas, será que nos estamos a esquecer de como liderar pessoas?
Esta é a grande questão que João C. Silva abordou no num recente artigo de opinião para a revista Líder. E, sinceramente, a resposta dele é algo alarmante.
No artigo “O que faz um líder ser um líder em 2025?”, João questiona a superficialidade. Defende que estamos a ensinar as crianças a criar apresentações antes de as ensinarmos a serem pessoas decentes. O resultado? Muitos “chefes” que sabem vender uma visão, mas não fazem ideia de como apoiar uma equipa.
Pôr a mão na massa
A visão de João é simples: os dias do líder distante sentado numa sala de vidro acabaram.
Um verdadeiro líder em 2025 é alguém que está na linha da frente. Se não sente o mesmo stress e os mesmos desafios que a sua equipa sente, não está realmente a liderar.
Reforça também algo que muitas vezes é ignorado no mundo corporativo: a Ética.
Numa época em que a toxicidade se espalha rapidamente (online e no escritório), ter uma bússola moral sólida não é apenas “bom ter” — é a única coisa que mantém uma empresa de pé.
IA, empatia e serviço
João aborda também o lado tecnológico. Sim, a IA está a mudar tudo, e um líder precisa de saber como usá-la. Mas a tecnologia não pode substituir a empatia. João defende que compreender as pessoas – os seus medos, o seu esgotamento, as suas ambições – é, na verdade, uma vantagem estratégica, e não uma fraqueza.
Mas a parte que mais nos marcou foi a sua definição de sucesso. A liderança não se trata de quantas pessoas o seguem; trata-se de quantas pessoas serve. Trata-se de criar oportunidades para que os outros cresçam, e não apenas de insuflar o próprio ego.
Leia o artigo de opinião completo de João C. Silva na Revista Líder AQUI.




