O famoso “boca a boca” deixou de ser apenas no meio offline, em casa de amigos, em jantares de negócios e com emancipação das plataformas sociais, nasceu este novo conceito.
O marketing de influência consiste assim na parceria entre indivíduos e empresas, onde estes divulgam os serviços e produtos de diferentes negócios online através das redes sociais.
O marketing de influência é o novo Word of Mouth.
Alguns dados:
Os negócios lucram USD 5,20 a cada USD 1,00 investido em marketing de influência. (Influencer Marketing Hub)
80% dos profissionais de marketing acreditam que o marketing de influência seja eficaz. (MediaKix)
70% dos adolescentes confiam em influenciadores mais do que em celebridades. (Digital Marketing Institute)
60% do orçamento de marketing de influência deve aumentar em 2023. (BigCommerce)
Espera-se que o setor de marketing de influência valha USD 15 bilhões até 2024. (Business Insider)
Criar uma estratégia eficaz de Marketing de Influência.
Pode parecer estranho, mas o factor mais importante para uma campanha de sucesso de marketing de influência não é o número de seguidores dos influenciadores, mas a lealdade da sua comunidade.
Para criar uma estratégia de sucesso temos de seguir os seguintes passos:
1 – Definir Objetivos. Primeiro, é necessário identificar as metas e objetivos que a marca procura nesta relação. A estratégia será sempre delineada em função destes objetivos, que podem ser a comunicação de um novo produto, o aumento das vendas online, a credibilização de um projecto ou negócio, etc.
2 – Selecionar influenciadores que façam match com a marca. Não importa colaborar com influencers com uma enorme comunidade se esta não considere relevante o que temos para lhe dizer. Assim, faz parte do segundo passo criar uma lista de potenciais influenciadores que partilhem os mesmos valores que a marca, e cuja comunidade de seguidores tenha interesse na narrativa que temos para lhes contar. É, por vezes, bem mais valiosa a seleção de micro-influenciadores do que a de celebridades com uma comunidade dispersa e sem um forte poder de influência de facto. Consoante os objetivos que definimos anteriormente, conseguimos perceber com que influenciadores fará sentido colaborar.
3 – Relação e Contrapartidas. O terceiro passo é abordar o influencer, apresentar a marca e “seduzi-lo” a começar esta relação. Aqui é importante esclarecer quais são as contrapartidas para ambos (marca e influencer), e o que cada um pode ganhar com a parceria. Normalmente é dado um incentivo financeiro ao influenciador, mas também poderá ser apenas produto ou usufruto de serviços.
4 – Criação de Conteúdo. Definida a relação comercial entre ambos, é hora de criar os conteúdos. A marca deve elaborar um briefing que contenha os elementos necessários para a criação e entregá-lo ao influencer. Depois, é importante deixá-lo criar com liberdade criativa – não se preocupe em demasia com a criação, no briefing já deixou expresso os valores da marca, bem como os objetivos da campanha. E quanto mais genuíno e natural for o conteúdo, mais eficaz será a campanha e respetivo o engagement e resultados.
5 – Resultados. É ainda necessário definir KPIs (Key Performance Indicators) para medir o sucesso da ação. Estes deverão ser escolhidos em função dos objetivos que traçou: número de pessoas alcançadas, número de cliques, mensagens, vendas, etc.